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Maçã Doce

por Ana Lages, em 24.02.18

Nome perfeito para uma sobremesa que é isso mesmo, uma maçã adocicada, com ingredientes simples, fácil de preparar e super saudável. Como a maior parte das receitas que faço, esta também não veio da minha inspiração. Estava no Instagram, quando passei por uma imagem da Iara Rodrigues, nutricionista, com umas imagens de maçãs assadas, recheadas com mirtilos, amêndoa e sementes de abóbora. Li a receita por alto e fiquei com ela em mente. Não decorei os ingredientes e passado umas semanas, num domingo de manhã, lembrei-me de a fazer. 

Isto porque nos Domingos apetece sempre algum docinho extra, algo diferente e especial dos outros dias. Em vez de comprar um bolo (por muito apetecível que seja, ainda por cima em França), numa pastelaria, porque não fazer em casa algo tão simples?

Tinha as maçãs e uma saca de mistura de caju com uvas passas (comprada no Lidl). Tinha também o mel, canela e limões. Era tudo o que precisava. Utilizei então:

  • 4 maçãs golden grandes
  • Mistura de frutos secos (no meu caso caju e uvas passas) q.b.
  • 1 colher de sopa de Mel 
  • Canela q.b.
  • Limão q.b.

 

Para começar, cortei todas as maçãs ao meio (separando o topo da base) e retirei a parte interior das sementes, com ajuda de uma faca. Atenção, para quem tem aquele utensílio de cozinha, removedor dos caroços da fruta, pode (e deve) fazê-lo antes de dividir a maçã em dois, e assim poupar tempo e trabalho.

 

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Deixo aqui uma imagem para que entendam. 

Este utensílio é deveras útil, pode ser usado até nos ananases para remover a parte central mais fibrosa.

 

De seguida, peguei na mistura de frutos e triturei-os. Isto, porque os frutos são um pouco grandes e não iam permitir um encaixe correto das duas partes da maçã. Para que a mistura ganhasse um pouco de ligação, adicionei também uma colher de café de mel. Assim consegue-se uma textura mais firme e torna-se mais fácil de colocar na maçã.

Distribui então por todas as metades e uni as duas partes da maçã, pressionando um pouco em cima para que fiquem bem estáveis. Numa taça à parte, misturei uma colher de sopa de mel, canela e um pouco de sumo de limão. Misturei tudo e espalhei por cima das maçãs. Quem tiver um daqueles pincéis de silicone, aconselho o uso porque se torna tudo muito mais fácil. Et voilá! Prontinho! Coloquei ao forno e para ajudar numa primeira cozedura, tapei com uma folha de papel de alumínio e só depois liguei a grelha superior do forno. Assim as maçãs cozem também pela parte interior.

 

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Dica: Se preferirem, logo no inicio, com ajuda de um garfo ou de um palito, perfurar a maçã por todo, para depois ajudar na cozedura. Quem preferir, pode também adicionar um pouco de açúcar que “ajuda” a libertar um pouco de sumo. No entanto, para uma versão mais saudável, utiliza-se o mel como adoçante natural.

Não utilizei quantidades certas dos frutos, fiz tudo a olho. Mas diria que dois a três punhados pequenos de frutos é o suficiente. 

Em vez do limão, pode-se utilizar água para aumentar a dose e/ou para diluir um pouco mais o mel. 

 

Alternativa

Depois de fazer a primeira tentativa, que achei super saborosa, comecei logo a pensar em outras possibilidades, outras combinações. O meu primeiro pensamento foi para a amêndoa, presente na receita original, mas não tinha em casa. Tinha no entanto, frutos vermelhos congelados, que facilitam imenso a vida e podem ser usados de diversas formas. Por isso, nesta segunda alternativa que vos deixo aqui, inspirei-me um pouco na receita do ratatouille: cortei a maçã em várias fatias, deixando o centro intacto, removendo apenas as sementes (menos trabalho e mais rápido que a primeira receita)

Distribui as fatias num tabuleiro e fui colocando o resto dos frutos secos que ainda tinha, partidos grossamente com uma faca. Desta vez, não preparei nenhuma mistura e cobri diretamente as fatias com mel, até todas estarem cobertas com alguns fios. Fiz o mesmo com a canela. Por cima de tudo, distribui abundantemente frutos vermelhos congelados. A vantagem destes frutos é que libertam bastante sumo. Por isso mesmo, para ajudar numa cozedura inicial, primeiro liguei a grelha inferior, e só depois com a grelha superior para dourar as fatias.

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 P.S.: Espero que tenham gostado! Já teria postado muito mais cedo a receita se tivesse net, mas como alguns de vós sabem, no local onde vivo agora em França, a conexão é muito má. Má no sentido de estar sem internet no PC à uma semana no mínimo. Daí a qualidade das fotografias deixar muito a desejar. Se uma foto destas demora quase 10 min a carregar, imaginem o tempo que levaria a carregar uma foto com boa qualidade! Bom, vou publicar este post antes que fique sem net outra vez! Se gostaram, comentem, ponham gosto e dêem mais ideias! 

 

 

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Ratatouille

por Ana Lages, em 13.02.18

Esta é uma daquelas receitas que andava literalmente há anos para fazer, bem antes até do famoso filme da Disney! Nessa altura, já eu tinha ouvido falar deste prato super saboroso, saudável e fácil de preparar. O único motivo que me levou a nunca o ter preparado antes, foi mesmo a dificuldade em reunir os vários legumes necessários, com medo que depois se estragassem se a oportunidade certa não surgisse. Digo isto, porque em casa dos meus pais existe quase sempre um “menu” pré-definido… Além do meu pai, que gosta de comida “a sério”, algo que “alimente” e faça “puxar a carroça” e seria difícil de convencer com um “Não, hoje comes só legumes!”. Era giro, era!

Bom, entretanto, o filme saiu e vi-o com muito gosto, adorei, como acho que aconteceu a toda a gente. Toda a história do ratinho, um cozinheiro nato, com um olfato espetacular, que soube preparar como ninguém o famoso prato francês, Ratatouille, deixando sem reação o temível crítico, que se viu a recuar no tempo, aos seus dias simples da infância no campo, onde a mãe lhe preparava os melhores pratos. E é isso mesmo que este prato representa, a simplicidade de tudo do melhor que a terra nos dá!

O dia em que finalmente preparei este prato chegou por engano e coincidência! Sem me aperceber, tinha comprado todos os ingredientes necessários: tomates, courgettes, pimentos (verde, vermelho, amarelo) e beringela, tudo isto sem me aperceber. Pensei, nem é tarde nem é cedo, o jantar está decidido. Atenção que existem receitas com outros legumes, mas a ideia é a mesma: cortar finamente os legumes em fatias (3mm de espessura), para depois as dispor por alternância num tabuleiro previamente coberto com polpa de tomate. Os temperos a utilizar é do mais simples que há: sal para quem quiser, pimenta, manjericão e azeite. Eu coloquei um pouco de ervas na polpa de tomate, e voltei a colocar por cima dos legumes. Depois é só colocar um pouco de queijo ralado, regar com um fio de azeite e forno. É que quase nem suja louça nenhuma!

O resultado foi este e eu fiquei encantada. Sem dúvida que vou fazer mais vezes. Além de ser super fácil e super saboroso, resulta muito bem até como acompanhamento para qualquer prato. Adorei!

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Aqui ficam as duas quantidades que usei para duas pessoas:

- 2 tomates grandes

- 2 courgettes

- 1 beringela grande

- 1 pimento de cada (vermelho, verde e amarelo)

 

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Conforme ia gastando as fatias ia vendo qual legume me fazia falta. Não aconselho partir mais do que isto para não partir em demasia.

Depois cobri então o fundo da travessa com polpa de tomate e polvilhei um pouco de manjericão, pimenta e sal fino.

Para dispor as fatias, o que aconselho é que façam primeiro a montagem num tabuleiro, mantendo a mesma ordem de legumes e depois vão pegando nessas porções montadas e colocando no tabuleiro. Mas se preferirem, podem já montar lá directamente. Vai-se dando um jeito de forma a que os legumes façam o redondo desejado da travessa.

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Como podem ver eu tive de fazer em dois tabuleiros pois não tinha uma travessa redonda apropriada e grande o suficiente. O único se não que encontro todo o processo é a questão do tamanho das fatias. Todos estes legumes possuem tamanhos diferentes e formas, tornando complicado o corte de rodelas que assentem umas nas outras de forma coerente. Daí o aspeto final não ser tão perfeito como em algumas fotografias da internet. Para que isso acontecesse, acredito que seria necessária uma escolha prévia de legumes com tamanhos semelhantes, e depois de cortados, escolher apenas as fatias ideais. Como não gosto de desperdiçar alimento, só para fazer o “bonito”, utilizei tudo o que tinha.

Futuramente, hei-de fazer muitas mais vezes este prato, sem dúvida! Nem que seja apenas em pequenas porções e com outros legumes. Outro ingrediente que acho que pode resultar muito bem, aqui inserios, são os cogumelos frescos. Sei que não faz parte da receita tradicional, mas aposto que fica espetacular! Para quem quiser uma fonte de energia já incluída, batata doce no meio! De certeza que fica top! Lá está, depois de uma receita, é só dar asas à nossa imaginação e criar!

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Mini-Pizza de Beringela

por Ana Lages, em 08.02.18

Ora bem esta receita surgiu depois de eu já ter visto um post no blog da Vanessa Alfaro, de quem eu sou super fã no que toca a receitas inovadores, descomplicadas, e claro super saudáveis. A única diferença é que no blog dela é mini-pizza de courgette, e eu antes optei pela beringela, pela simples questão do tamanho das rodelas. Agora que vivo fora de casa e não tenho acesso às courgettes da horta dos meus pais, enormes, tenho de me aguentar com as do supermercado, que são super fininhas no geral. Então comecei a pensar num legume de textura semelhante, mas com um formato mais arredondado. É certo que ainda existem as courgettes redondas, mas são baixinhas. Decidi experimentar.

No frigorifico tinha restos de pimentos (vermelho, verde e amarelo) que sobraram de umas espetadas que fiz no dia anterior. Tinha também meia cebola, um ovo cozido e cogumelos frescos. É isso, aproveitando o que sobra de uma refeição, faz-se outra!

Comecei então por cortar a beringela em fatias com cerca de 4-5 cm, isto é, de modo a que não fiquem muito finas para que depois da cozedura não se desfaçam, e que também não fiquem muito grossas para que depois não cozam devidamente.

Entretanto, peguei no próprio tabuleiro que vai ao forno, forrei com uma folha de papel de alumínio e dispus as rodelas já cortadas da beringela. De seguida, com polpa de tomate, barrei todas as rodelas com ajuda de uma colher, por exemplo. Pus uma fatia de fiambre em todas (adaptado ao tamanho das rodelas) e comecei a distribuir os legumes picados. Pus os pimentos, a cebola e os cogumelos, tudo partido em porções pequenas. Cortei o ovo em fatias e reparti por algumas das rodelas. No final, cobre-se tudo com queijo ralado a gosto, um pouco de orégãos e já está, uma refeição super rápida, fácil, saudável e até económica.

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(tenho de pedir desculpa pela qualidade de imagem)

 

 

Dica #1: Alguns de vocês podem estar a pensar o mesmo que eu quando fiz a receita. Estes legumes são ricos em água, e podem não cozer devidamente, ou então ficar tudo a “nadar” em água. Para ajuda a “cozinhar” os legumes, coloquei outra folha de papel de alumínio, cerca de 10 minutos antes de colocar a grelha superior. Assim, as mini-pizzas não ficam crocantes antes de estarem já gratinadas. É só ir espreitando por baixo do papel de alumínio e ver o aspeto dos legumes.

Dica #2: Não coloquem a folha de papel de alumínio por cima muito justa, porque depois o queijo começa a derreter e cola-se, complicando tudo. Deem folga.

Bons cozinhados 😉

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