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La Cuisine Française

por Ana Lages, em 01.12.17

Uh lá lá! Fait attention que vem aí molho!

Ahahah só que não! É verdade, alguns de vós já devem ter reparado que me mudei para a França! Sim, mal acabei a minha aventura nos Açores, parei um mês em casa e iniciei uma nova aventura. A verdade é que estou num misto de entusiasmo e aborrecimento. Entusiasmo porque estou num novo sítio, com uma nova cultura, locais para visitar, nova comida (muito importante!), mas a verdade é que a língua é uma barreira, e isso aborrece-me a valer! É que os franceses não dobram a língua para nada! O que constitui um grande desânimo para a minha pessoa, que só sabe português, espanhol e inglês… Mas pronto, vamos ao que interessa, isto é, as minhas primeiras experiências culinárias em França!

Ora, logo no primeiro fim-de-semana que saí para conhecer Toulouse (cidade mais perto do local onde vivo), a ideia era passar a manhã a passear um pouco pela cidade, almoçar, e à tarde continuar explorar novos locais. Mas, como num típico fim-de-semana descansado, uma pessoa perde a noção das horas, e quando dá por ela, já passa da uma da tarde. Foi aí que o meu estimado estômago começou a dar o alerta “Necessidade de abastecimento urgente”. E claro, sem o estômago mimado, a minha pessoa não funciona corretamente. Começamos a procurar um local para “aterrar”, e qual é o meu espanto, quando acontece algo que nunca pensei de França: a partir das 13:30h os restaurantes começaram a fechar!

 

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Claro, e uma pessoa entra em parafuso!! Como é que pode ser, numa hora destas já não haver comida! Para mim foi um espanto! E vocês estão a pensar “Oh, também estás a exagerar! Vais-me dizer que não havia nenhuma cadeia de fast-food por perto!”. Claro que havia, mas eu gosto de comida A SÉRIO, e não carne pisada no meio de um pão lavado, em que a única coisa que atribui sabor aos alimentos são molhos fabricados.

 

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 Bem, no meio de toda a confusão, conseguimos entrar numa “casa” de comida rápida em modo self-service, ao qual eu optei por uma massa carbonara. Grande erro! A massa vinha completamente ressequida, fria, já numa fase de descoloração, e a parte da carbonara consistia num molho peganhento branco, com leves pedacitos de bacon. Pois, uma salada, devia-me ter ficado por uma salada, porque ninguém pode enganar a alface, cenoura e tomate.

 

Bom, esta foi a primeira experiência, que obviamente não faz a regra! Outra coisa que me custa bastante aceitar ainda, são os preços praticados na restauração. Óbvio, que não estou em Portugal, onde se arranja sempre uma tasca onde servem uma diária, com sopa, sobremesa e café incluídos, por meia dúzia de tustos. Além disso, o ordenado mínimo é quase o triplo do de Portugal, logo faz sentido que os preços sejam mais elevados. Mas custa à mesma!

 

Bom, num dos últimos passeios que fiz em França, visitei uma das mais belas aldeias deste país, Saint-Bertrand de Comminges, que sem dúvida faz jus ao seu título!  Acabamos por almoçar num simpático restaurante com uma decoração mexicana engraçada, onde fomos servidos com pratos tipicamente franceses. O menu consistia em poucas ofertas e dividido em duas partes: uma das possibilidades são pratos simples, em modo “tapas”, isto é, o prato consiste numa fatia de queijo, uma rodela de fois grás, presunto, salada e batata frita. Depois, pode-se substituir o foi grás, por pato, ou entrecosto e a salada e as batatas mantêm-se. Ou seja, três opções nesta primeira parte. A outra oferta são as galletas ou crepes de milho salgados. Não se deixem enganar pela forma como isto soa, porque é bastante bom. Foi o que eu pedi, um crepe grande que vinha recheado com fiambre, cogumelos, creme fraiche e um ovo estralado. Muito bom e a um preço bastante acessível. Outro aspeto já a favor da França é o facto de o pão e a água sem oferecidos!

 

Imagem relacionada

 

Já agora tentei fazer a imitação do que comi no restaurante em casa e ficou assim:

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Já agora, outro aspeto bastante engraçado é o facto de serem permitidos animais (cães que eu tenha visto) dentro do restaurante. E eu não estou a falar dos clientes. Estou a falar de cães da casa, que se deixam vaguear pelo meio da cozinha até por entre as pernas dos clientes como se nada fosse. É verdade! Isto em Portugal era encerramento certo, ASAE logo em ação! Mas não aqui e tudo é tranquilo. Bom, para já as experiências são estas! Fiquem atentos aos novos posts e despeço-me com um vídeo para mostrar a aldeia de Saint-Bertrand de Comminges!

 

 

 

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